Azure VMs – Adicionando uma máquina virtual à uma Virtual Network

Uma Virtual Network, ou VNet como também é conhecida, permite que um recurso do Azure, como uma VM, um Web APP, etc, tenha comunicação com outros recursos, com uma outra rede, ou até mesmo com a Internet .

Quando uma nova máquina virtual é criada, automaticamente é criada também uma nova VNet, uma subnet, um NIC (Network Interface Card) e um IP público (PIP). No caso da VNet e IP, é possível também selecionar umrecurso existente.

Configure Virtual Networks

  • Virtual network: Em qual VNet a VM será configurada. Por padrão é criada uma nova, mas pode ser selecionada uma existente.
  • Subnet: Qual subnet relacionada a VNet será utilizada.
  • Public IP: Qual será o IP público utilizado. É importante atenção nesse momento, pois caso sejá haja necessidade que o IP seja fixo, é necessário definilo como Static:
  • NIC network securiy group: É o grupo de segurança ao qual a VM será relacionada. Na recomendação básica, será criado um novo Network Securit Group (NSG) com as regras definidas na própria tela de criação da VM:
  • Public inbound ports: São as portas que serão liberadas na VM após sua criação. Normalmente para que seja possível acessar a VM remotamente são liberadas as portas de RDP no Windows (3389) e de SSH no Linux (22).
  • Acelerated Network: Reduz a latência de rede, ignorando o host físico onde a VM está hospedada:
Comparação

Conclusão

Para que seja possível comunicação com qualquer outro tipo de recurso, uma máquina virtual sempre irá necessitar de uma rede virtual e suas corretas configurações podem determinar se sua rede está ou não segura, sendo sucetível à ataques. Por isso, apesar de simples, é uma etapa da criação da VM que deve ser feita com cautela.

Azure VMs – Adicionando discos à uma máquina virtual

Os discos são os conhecidos HDs, onde armazenamos os dados do sistema operacional, arquivos, fotos, etc. Existem dois tipos de discos para VMs no Azure:

  • OS Disks que é o local de instalação do sistema operacional da VM
  • Data Disks onde é adicionado um disco extra que poderá ser utilizado pelas aplicações instaladas.

Existem 4 tipos de discos para as VMs onde estão em ordem de maior performance e preço (A opção premium é em médio 3 vezes mais cara que um HDD por exemplo):

  • Ultra SSD
  • Premium SSD
  • Standard SSD
  • Standard HDD

Disk Options


  • OS disk type: É o disco que será selecionado para o seu sistema operacional.

Data Disks

Como mencionado acima, são discos que poderão ser utilizados pelas aplicações das VMs. Por padrão não são adicionados discos de dados.

Advanced

Aqui é possível escolher entre um disco gerenciado ou não. A recomendação é a utilização de discos gerenciados, pois são mais escalonáveis, possuem maior disponibilidade, suporte a backup entre outras vantagens.

Conclusão

Os discos são uma parte importante no momento de criação de uma VM, podendo determinar se a VM terá performance, ou até mesmo se irá ultrapassar o orçamento destinado, por isso devemos escolher com atenção.

Demais posts da série:

Azure VMs – Criando e gerenciando uma máquina virtual

Olá pessoal, estou iniciando uma série de artigos sobre as máquinas virtuais no Azure. Vou passar por todas as etapas e explicar os detalhes da criação e gerenciamento das VMs.

Irei escrever um artigo para cada assunto, para que fique mais objetivo e fácil de encontrar os conteúdos. Conforme forem criados, vou atualizando essa páginas com os links:

Azure VM’s – Criando uma Máquina Virtual

Para criar uma nova máquina virtual, acesse o portal do Azure e selecione Virtual Machines, em seguida clique em adicionar:

Para a criação existem várias etapas que deverão ser configuradas, como discos e rede, neste artigo iremos falar das configurações básicas:

Nesta etapa são configuradas as informações essenciais para a criação da máquina virtual,

Project Details

São informações a respeito da organização lógica da VM. É importante seguir uma estratégia de organização nesse passo, pois irá facilitar posteriormente o controle dos recursos, informações sobre billing, etc.

Os itens que deverão ser preenchidos são:

  • Subscription: É um agrupamento de recursos, em que todos são cobrados juntos, na mesma fatura.
  • Resource Group: Também é um tipo de agrupamento de recursos. Devem ser divididos de acordo com contextos como ciclo de vida e permissões e políticas de acesso.

Instance Details

  • Virtual Machine Name: Nome que será dado à VM, também será seu Hostname.
  • Region: Onde estará localizada sua VM. Esta escolha deverá ser feita de acordo com seu objetivo, como por exemplo, custo e latência.
  • Availability options: São as opções de disponibilidade da VM, a fim de manter sua resiliencia e tolerancia a falhas. As opções podem ser Redundancia não requerida, Availability Zone, e Availability Set.
  • Image: Qual sistema operacional será utilizado.
  • Size: É uma das informações mais importantes, pois é nela que será estimado o custo da sua máquina virtual. Você poderá escolher de acordo com a quantidade de processamento e memória necessária para a VM.

Administrator Account

São as informações referentes ao usuário adminstrador da máquina virtual. Em caso de esquecimento, essas informações poderão ser alteradas posteriormente ;).

Inbound Port Rules

São as portas que serão liberadas na VM após sua criação. Normalmente para que seja possível acessar a VM remotamente são liberadas as portas de RDP no Windows (3389) e de SSH no Linux (22).

Save Money

Essa opção deverá ser selecionada no caso de sua empresa possuir alguma licença válida para o sistema operacional. Caso não possua, mantenha em No.

Conclusão

Essas são as opções básicas para a criação de máquinas virtuais no Azure. Para não ficar muito extenso nos próximos artigos irei demonstrar as demais opções.

Até mais pessoal!